Outra visão criativa e adorável de Wes Anderson.
Grand Budapest Hotel centra-se essencialmente nas aventuras inacreditáveis de Gustave H.,
um concierge muito famoso do fabuloso Grande Budapest Hotel localizado
na República fícticia de Zubrowka, e o seu melhor amigo e fiel
companheiro, Zero Moustafa.
O rigor técnico, como a utilização excessiva da simetria, o vestuário,
as cores alegres e os cenários magníficos, transportam-nos imediatamente
para o mundo de Wes Anderson. É um deleite e um privilégio poder
assistir a algo tão bem trabalhado. O enredo simples e frenético aliado
à banda sonora genial de Alexandre Desplat, fazem o espectador suplicar por mais. Existe tanta coisa para explorar e é uma pena ter apenas 100 minutos de duração.
A ousadia de Ralph Fiennes - que interpreta Gustave - combina perfeitamente com a ingenuidade de Tony Revolori (Moustafa) e resulta em peripécias hilariantes. O vasto elenco transmite uma alegria contagiante e está repleto de nomes sonantes: Tilda Swinton, Edward Norton, Adrien Brody, Willem Dafoe, Harvey Keitel, Jeff Goldblum e ainda o incontornável Bill Murray são apenas algumas figuras que podemos encontrar nesta longa-metragem. Uma característica já habitual nos filmes de Anderson.
Grand Budapest Hotel é um filme especial repleto de cameos
brilhantes e diálogos rápidos como uma bala. Este segundo factor torna
o filme, por vezes, difícil de acompanhar porque o ritmo demasiado
acelerado acaba por nos fazer perder detalhes e pontos-chave do enredo.
Contudo, os personagens memoráveis e a cinematografia brilhante de Wes Anderson
convidam-nos a entrar neste mundo mágico onde a imaginação não tem
limites. Uma obra mais que recomendada para os fãs deste realizador.
Para ver e rever.